Flávio cita nome de Jonas Suassuna, do Sítio de Atibaia, e o liga a Lulinha Vídeo

No debate realizado pela TV Globo em 23 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) citou Jonas Suassuna e o associou a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A menção ocorreu durante o confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A fala surgiu em um questionamento sobre um endereço informado por Lulinha em uma procuração. O documento autorizava Lula e o advogado Marco Aurélio de Carvalho a tratar de questões relacionadas ao sigilo bancário do filho do presidente.

Suassuna é empresário e foi sócio de Lulinha na Gamecorp, ligada aos setores de jogos eletrônicos e conteúdo digital. O nome dele também ficou associado a parte do sítio de Atibaia (SP), frequentado por Lula e sua família.

Jonas Suassuna e Lulinha

O histórico judicial do sítio inclui a condenação de Lula em 2019 e a anulação das decisões pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, por questões de competência. A reportagem aborda a acusação feita por Flávio e o contexto empresarial e judicial citado no debate.

O questionamento de Flávio sobre o endereço informado por Lulinha

Ao tratar do endereço, Flávio Bolsonaro afirmou que Lulinha informou em uma procuração um apartamento de luxo em São Paulo e disse que o imóvel poderia valer até R$ 15 milhões. O senador declarou que Jonas Suassuna era o proprietário e alegou que Fábio Luís Lula da Silva havia dito que morava no local.



Flávio usou a propriedade do apartamento para associar o endereço ao empresário também relacionado ao sítio de Atibaia. A fala integrou o debate sobre a procuração e os sigilos bancários de Lulinha.

O documento autorizava Lula e o advogado Marco Aurélio de Carvalho a tratar de questões ligadas ao sigilo bancário do filho do presidente. A iniciativa foi mencionada em meio à autorização de Lula para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, além do desafio para que Flávio fizesse o mesmo.

A relação de Jonas Suassuna com a Gamecorp e o sítio de Atibaia

A ligação empresarial de Jonas Suassuna e Lulinha envolveu a Gamecorp, na qual os dois foram sócios. No caso do sítio de Atibaia, os terrenos que formavam a propriedade estavam registrados em nome de Suassuna e de Fernando Bittar, outro empresário com relações comerciais com Lulinha.

A Lava Jato investigou se Lula era o verdadeiro beneficiário do imóvel e se reformas realizadas no local tinham sido custeadas por empreiteiras. A apuração examinou a hipótese de que esses pagamentos estivessem ligados à obtenção de vantagens indevidas em contratos com a Petrobras.

Em 2019, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo sobre o sítio. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações por questões relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba para julgar o caso.



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