A Preparação Para a Caminhada
A jornada do Caminho da Aliança, com seus **110 km de Santuário a Santuário**, inicia-se com um forte sentido de reflexão e intenção. Os doze membros da Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas), sob a orientação do Pe. Gabriel Oberle, reúnem-se no Santuário de Schoenstatt, localizado em Vila Mariana, São Paulo. Este momento de oração e espiritualidade é crucial para que todos se conectem ao propósito maior da caminhada.
Na preparação, cada peregrino reflete sobre suas intenções e as pessoas que deseja levar consigo durante a jornada. A imagem da Mãe e Rainha é uma presença constante, simbolizando a união e a proteção divina em cada passo dado ao longo do percurso.
O Primeiro Dia de Oração e Intenções
A caminhada começa na noite do dia **20 de janeiro**, uma data significativa para a Família de Schoenstatt, que recorda o **Segundo Marco Histórico**. Os jovens participam de uma celebração da Santa Missa antes de iniciarem o desafio. A atmosfera é marcada por sentimentos de solidariedade e devoção, enquanto o grupo avança pelas ruas de São Paulo, onde muitas pessoas se aproximam, tocando a imagem de Maria e fazendo suas orações.

- Durante o percurso, um leve chuvisco se faz presente, trazendo a sensação característica da cidade.
- O grupo segue em direção ao Santuário Sião, em Jaraguá, São Paulo.
- Um momento triste assola a caminhada: Lucas B. Diniz perde seu pai na manhã do mesmo dia, mas mesmo ausente, ele é lembrado nas orações do grupo.
- A passagem por locais de lembranças, como a homenagem a Matheus Moreira, antigo integrante da Jumas, torna o percurso mais profundo e significativo.
Este primeiro dia é um marco emocional, reforçando a importância da oração e da união entre os participantes, em momentos tanto de alegria quanto de tristeza.
A Jornada de Sião a Caieiras
No dia seguinte, a jornada prossegue do Santuário Sião até o Santuário de Schoenstatt, em Caieiras, intitulado Tabor da Rainha Indivisa Christi – Fidelidade por Fidelidade. Aqui, o grupo é acolhido pela comunidade local, que oferece abrigo e apoio. Este ato de hospitalidade é fundamental e reflete os valores do movimento Schoenstatt.
O retorno de Lucas ao grupo traz ânimo renovado e ele expressa sua gratidão por poder participar, mesmo que as circunstâncias o tivessem desviado temporariamente de seu caminho. A caminhada se transforma em uma homenagem ao seu pai, e Lucas conta que a experiência de estar com os amigos lhe dá força e propósito.
Reflexões Durante o Caminho Até Mairiporã
Em **23 de janeiro**, os peregrinos partem de Caieiras em direção a Mairiporã, onde chegam ao Santuário Paroquial da Igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro. Este lugar oferece um espaço para descansar e refletir antes da etapa final da caminhada. André Lopes, membro da Jumas Campinas, revela que a experiência transformadora supera o cansaço físico, levantando ânimo com a união e a fé.
- A entrega mútua entre os participantes se fortalece a cada passo.
- Momentos de interação e reflexão ajudam cada um a enfrentar o que parecia ser apenas mais uma atividade.
A Experiência da Organização do Grupo
Responsável por guiar os peregrinos, Mateus S. Chaves, chefe de marcha, fala sobre suas inseguranças iniciais enquanto assume esse papel pela primeira vez. No entanto, à medida que avançam, ele percebe que não estão sozinhos; a força do grupo, a fé compartilhada e a disposição coletiva proporcionam suporte durante os desafios que enfrentam. Cada trajetória entre os Santuários se transforma em uma vivência de superação e alegria, demonstrando o poder da união e da proposta do movimento.
Os Desafios do Último Dia
O último dia da peregrinação, **24 de janeiro**, é marcado pela intensidade e esforço. O grupo acorda bem cedo, prontos para encarar as subidas desafiadoras de Atibaia. Ao longo de aproximadamente **dez horas de caminhada**, enfrentam mudanças climáticas, entre sol e chuvas intermitentes.
Finalmente, a recompensa chega com a chegada ao Santuário de Schoenstatt, Tabor da Permanente Presença do Pai. A Santa Missa de encerramento se torna um momento de celebração, onde todos expressam sua gratidão pela experiência vivida juntos e pelas lições aprendidas.
O Que Levar na Peregrinação
A preparação física e emocional é só um lado da questão; os peregrinos também se preocupam com o que levar. Além da imagem da Mãe Peregrina, cada participante carrega consigo uma foto do Pai Fundador, Pe. José Kentenich. Um pequeno pacote de pano, incluindo um dedal e um relógio de bolso, também é transportado, simbolizando os esforços do Fundador durante seu período de prisão.
A camisa com o número de prisioneiro de Kentenich serve para anotar intenções e concentra-se em unir as orações de todos, fortalecendo o Capital de Graças da peregrinação.
Significado e Simbolismo da Caminhada
A jornada em si é cheia de simbolismos que vão além da mera caminhada. Cada passo dado é uma manifestação da fé e da determinação, e os desafios enfrentados se transformam em momentos de reflexão e crescimento pessoal. O percurso torna-se um símbolo de vida, conexão e espiritualidade, onde os participantes se sentem parte de algo maior.
Histórias de Superação e Fé
A experiência da caminhada é repleta de histórias que testemunham a força do espírito humano. Lucas destaca a importância do apoio emocional e as conexões feitas ao longo do caminho, que ajudam a enfrentar as dificuldades. Ele reconhece que a experiência não só ofereceu um escape, mas também a oportunidade de criar memórias com pessoas queridas, refletindo a beleza e a importância das relações humanas nas jornadas da vida.
A Importância da Comunidade no Caminho
A caminhada ressaltou a força da comunidade. Os momentos de riso, os incentivos trocados, e o simples estar juntos, atuaram como pilares durante o desafio. As interações e vínculos criados ao longo do caminho não são apenas lembranças, mas também fortalecem a chamada de cada participante para continuar a viver e compartilhar os valores da Aliança. A certeza de que juntos são mais fortes, se destaca como uma das principais lições dessa experiência.

